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Outubro Rosa

  • Foto do escritor: Denise Flores
    Denise Flores
  • 30 de out. de 2018
  • 2 min de leitura

A urgência da pauta política fez o "rosa" passar meio batido.

Mas, precisamos falar sobre cuidados com a mama.

Além do check up anual com o médico da sua confiança, o auto exame mensal (uma semana após o início do ciclo menstrual) é fundamental para saber relatar qualquer alteração.

Mamografia é um exame super rápido e dói menos que depilação, tatuagem, joelho ralado e coração partido.

Falo isto tudo por experiência própria.

Em 2013 notei que o bico da minha mama esquerda estava ficando invertido, marquei uma consulta, antes mesmo de ir a médica, notei um pequeno nódulo.

Também começou a sair um pouco de secreção transparente. Fiz uma bateria de exames e passei pela primeira cirurgia para retirada deste nódulo.

A época foi um diagnóstico difícil, concluiu-se que era um papiloma (alteração benigna), mas ao lado havia uma "marcação" que costuma acompanhar nódulos malignos.

Passei por uma segunda cirurgia, para ampliar a margem de segurança e tive um acompanhamento rigoroso com a minha mastologista.

Entre 2014 e 2017 passei por algumas biópsias.

Em 2017, apareceu uma secreção com sangue, pelo meu histórico, fiz uma ressonância magnética, acharam um micropapiloma, fiz mastetomia, troquei ele por um clip e recebi o diagnóstico que o mesmo era benigno.

Aos 36 anos, já fiz uns doze ultrassons, sete mamografias, duas ressonâncias, umas seis biópsias e três intervenções cirúrgicas.

Adoro minha mastologista. Sou disciplinada. Todo mês faço auto exame. Sofro de ansiedade sempre que preciso de nova bateria de exames.

Mas o diagnóstico precoce é o maior aliado contra o câncer de mama. E sabendo que tenho maior propensão, sou bem vigilante com as minhas mamas (e com o meu corpo).

Cuidar-se é um ato de amor próprio.

 
 
 

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